ALESC aprova projetos sobre violência doméstica, educação e direitos de PCDs
Em sessão realizada na tarde desta terça-feira (10), os deputados estaduais de Santa Catarina aprovaram um pacote de propostas que impactam diretamente a segurança pública, o sistema educacional e a acessibilidade digital. Entre os destaques está a criação de programas voltados à reeducação de agressores de mulheres.
Confira os principais pontos votados:
Reabilitação para autores de violência doméstica
O PL 14/2022, de autoria da Bancada Feminina, estabelece diretrizes para programas de reflexão e responsabilização de homens que cometem violência contra a mulher.
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Como funciona: Por determinação judicial, agressores em casos de medida protetiva ou condenação criminal serão encaminhados a grupos formativos.
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Objetivo: Promover a conscientização sobre os atos cometidos para evitar a reincidência, conforme os princípios da Lei Maria da Penha.
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Próximo passo: O texto segue para sanção ou veto do governador. Apenas o deputado Jessé Lopes (PL) votou contra.
Decisão dos pais sobre atividades de gênero nas escolas
O Plenário também aprovou o PL 200/2023, proposto pela deputada Ana Campagnolo (PL). O projeto garante aos pais ou responsáveis o direito de impedir a participação de alunos em atividades pedagógicas que abordem identidade de gênero, orientação sexual ou diversidade em escolas públicas e privadas.
As instituições que desrespeitarem essa futura norma estarão sujeitas a punições que variam de advertência e multa até a cassação do funcionamento. A proposta teve votos contrários de Marquito (Psol) e Luciane Carminatti (PT) e agora depende da análise do Poder Executivo.
Facilidades digitais para pessoas com deficiência (PCDs)
Aprovado por unanimidade, o PL 395/2024, do deputado Camilo Martins (Podemos), assegura que pessoas com deficiência possam acessar serviços públicos, processos jurídicos e administrativos de forma totalmente digital. A medida visa eliminar a obrigatoriedade do deslocamento presencial, inclusive em cartórios.
Caso do cão “Orelha” gera debate em plenário
Os deputados aprovaram, por 13 votos a 10, um apelo à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em Florianópolis, seja federalizada.
O autor da moção, deputado Marquito, argumenta que as investigações locais não avançaram o suficiente. Durante o debate, parlamentares como Ana Campagnolo e Volnei Weber (MDB) defenderam a competência da segurança pública catarinense, enquanto Jessé Lopes aproveitou o tema para defender a redução da maioridade penal, citando o envolvimento de menores no crime.
Com informações de Agência ALESC
FOTO: Ana Quinto/Agência AL


