O Regional Sul

Justiça condena trio a mais de 41 anos de prisão por laboratório de ecstasy na Grande Florianópolis

Dois homens e uma mulher foram condenados a mais de 41 anos de prisão, somadas as penas, por manter um laboratório de produção de ecstasy em Palhoça, na Grande Florianópolis. A decisão foi proferida pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que reformou a sentença de primeira instância e reconheceu a validade das provas obtidas durante a investigação.

O grupo foi responsabilizado pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Segundo o processo, o esquema funcionava em um sítio na localidade de Alto Pagará, onde eram produzidos comprimidos de ecstasy em larga escala. As investigações apontam que mais de 20 mil comprimidos foram fabricados entre junho e julho de 2025.

Durante a operação policial, foram apreendidos 250 comprimidos prontos para comercialização, cerca de 3,7 quilos de MDMA em pó, além de prensas, balanças de precisão, insumos químicos, corantes e anotações relacionadas à produção da droga. O material reforçou a tese de que o local operava como uma verdadeira fábrica de entorpecentes sintéticos.

Conforme a decisão judicial, um dos condenados recebeu pena de 14 anos de reclusão por ser reincidente em tráfico de drogas. O segundo homem foi sentenciado a 15 anos, seis meses e 20 dias de prisão. Já a mulher, apontada como líder do grupo, foi condenada a 12 anos de reclusão. Todos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

O caso teve uma reviravolta após o Ministério Público recorrer da absolvição dos réus em primeira instância. Inicialmente, as provas haviam sido anuladas, mas o TJSC entendeu que não houve irregularidades capazes de comprometer a autenticidade ou a confiabilidade dos elementos coletados durante a investigação, restabelecendo a condenação do trio.

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