O Regional Sul

Homem atropela e mata cadela em Braço do Norte e foge sem prestar socorro

A Polícia Civil de Braço do Norte instaurou uma investigação para identificar o condutor de uma caminhonete branca que atropelou e causou a morte de uma cadela de 14 anos na última terça-feira (7). O incidente, ocorrido em uma via pública do município, foi registrado por câmeras de segurança e as imagens já estão sob análise das autoridades.

O vídeo do atropelamento mostra o momento em que a cadela, chamada Holly, atravessava a rua. De acordo com as imagens, o motorista chegou a reduzir a velocidade e acionar a buzina. No entanto, o condutor acelerou o veículo em seguida, passando por cima do animal sem verificar se ele havia saído do trajeto. O motorista deixou o local logo após a colisão, sem prestar qualquer tipo de assistência.

Detalhes do caso e repercussão

A família de Holly registrou um boletim de ocorrência e relatou que a cadela era dócil e muito conhecida na vizinhança. Devido à idade avançada (14 anos), o animal possuía mobilidade reduzida e deficiência auditiva, o que dificultava sua reação rápida a estímulos sonoros, como buzinas. Holly não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na estrada.

O episódio gerou forte indignação entre moradores e usuários de redes sociais na região. Vizinhos e familiares estão mobilizados para reunir gravações de outras câmeras de segurança instaladas em residências próximas, na tentativa de identificar a placa do veículo e a autoria do crime.

Implicações Legais

A legislação brasileira prevê punições rigorosas para casos de maus-tratos a animais. A Lei Federal nº 14.064/2020, que alterou a Lei de Crimes Ambientais, aumentou a pena para quem pratica atos de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilação de cães e gatos.

Atualmente, o crime de maus-tratos a animais pode resultar em:

  • Pena de reclusão de 2 a 5 anos;

  • Pagamento de multa;

  • Proibição da guarda de animais.

A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa auxiliar na identificação do suspeito seja repassada via denúncia anônima. As investigações continuam com a coleta de novos depoimentos e evidências digitais.

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