Após governo endurecer regras, caminhoneiros adiam greve
Lideranças de caminhoneiros decidiram, em assembleia realizada na tarde da quinta-feira (19/3) no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, no litoral de São Paulo, não realizar paralisação. A decisão foi tomada após reunião com representantes de diversas associações, que avaliaram o cenário da categoria diante da alta do diesel e dos valores dos fretes.
Apesar da insatisfação, entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam) optaram por não deflagrar greve, mantendo o diálogo com autoridades e o acompanhamento do comportamento dos preços dos combustíveis.
A possibilidade de paralisação vinha sendo discutida e chegou a preocupar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente devido ao histórico recente de mobilizações que impactaram o abastecimento no país em período pré-eleitoral.
Segundo lideranças do setor, o aumento do diesel segue como principal ponto de tensão, reduzindo a rentabilidade dos caminhoneiros. O presidente da Abrava já havia apontado o combustível como um dos gatilhos da crise enfrentada pela categoria.
Fonte: Metrópoles


