Augusto Cury cresce nas pesquisas e aparece em 3º lugar na disputa pela Presidência
O psiquiatra e escritor Augusto Cury ganhou espaço na corrida pela Presidência da República nas últimas pesquisas de intenção de voto e passou a aparecer na terceira colocação em levantamentos recentes.
O crescimento ocorre em meio a uma forte movimentação em torno do nome do candidato nas redes sociais, com vídeos de apoio publicados por influenciadores alcançando milhões de visualizações.
Uma das pesquisas, realizada pela AtlasIntel, ouviu 5.014 pessoas. O levantamento tem margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07972/2026.
Pesquisa utiliza recrutamento pela internet
A AtlasIntel utilizou o método Random Digital Recruitment (RDR). Segundo o instituto, os entrevistados são recrutados durante a navegação habitual na internet, em áreas geolocalizadas, por meio de smartphones, tablets e computadores.
As respostas podem ser fornecidas de forma anônima. Para composição da amostra, a instituição utiliza um algoritmo que considera variáveis como sexo, faixa etária, escolaridade, renda, região e comportamento eleitoral anterior, com o objetivo de aproximar o perfil dos participantes da população adulta brasileira.
Candidatura ganha força nas redes sociais
A ascensão de Cury nas pesquisas ocorre paralelamente a um aumento expressivo de sua presença nas redes sociais.
Vídeos em apoio à candidatura do psiquiatra passaram a circular em grande quantidade na última semana. De acordo com levantamento citado pelo Estadão, dezenas de influenciadores publicaram conteúdos favoráveis ao candidato no Instagram.
Algumas das publicações ultrapassaram 1 milhão de visualizações, enquanto outras chegaram a superar 10 milhões.
O movimento também provocou crescimento no número de seguidores de Cury. Seu perfil no Instagram teria passado de aproximadamente 8,4 milhões para 10,7 milhões de seguidores em uma semana, um aumento de cerca de 2,3 milhões.
As buscas pelo nome do candidato no Google e o nível de interação em seus perfis também apresentaram crescimento no período.
Campanha nega pagamento a influenciadores
O marqueteiro Sérgio Lima, responsável pela campanha, afirma que o movimento nas redes sociais é espontâneo e nega que influenciadores tenham sido pagos ou contratados para divulgar Cury.
A legislação eleitoral proíbe a contratação remunerada de influenciadores para esse tipo de propaganda.
Segundo Lima, o único investimento realizado até o momento pela campanha teria sido de R$ 50 mil em impulsionamento de publicações do próprio candidato no Facebook.
O marqueteiro afirmou que a estratégia consiste em aproveitar o aumento da exposição de Cury e estimular sua participação nas publicações que vêm sendo produzidas por influenciadores.
Lima também negou que o ex-candidato Pablo Marçal esteja participando ou auxiliando a estratégia digital de Cury. A possibilidade vinha sendo comentada por perfis nas redes sociais e por campanhas adversárias.


